terça-feira, 9 de julho de 2013

O orgasmo é a culminação do acto sexual, não só no sentido puramente erótico, da satisfação da libido, mas também no sentido da libertação de qualquer complexo psíquico, sem qualquer tipo de censura.
Trata-se pois de uma culminação psicofísica, mediante a qual o homem e a mulher acedem a um êxtase que os situa, por breves momentos, no âmbito do chamado paraíso perdido terreno. Não se pode tomar o orgasmo apenas como fonte de fecundação, mas como canalização do prazer. Durante muito tempo – séculos – a faceta do orgasmo, que atrai o prazer, foi subvalorizada pelos moralistas numa tentativa de o tornar um dogma, de modo a concentrar toda a importância na vertente reprodutora – a função imprescindível para a conservação da espécie.
O orgasmo era um meio e não um fim. Um meio para que a família crescesse enão um fim para o qual se direccionava o par humano: o prazer. Tratava-se da mesma diferenciação que se estabelecia entre o amor como meio e o amor como fim. Hoje em dia, o orgasmo e o amor são aceites universalmente como fins em si mesmos e não só como meros meios para a obtenção do mais tradicional dos objectivos: a conservação da espécie e da família.
O SÉMEN MASCULINO.
O ideal é o que o orgasmo da mulher e do homem coincidam. Mas isto pode não ocorrer. Geralmente, o homem experimenta o orgasmo antes da mulher. Durante cada coito, a vagina recebe normalmente cerca de três centímetros cúbicos de líquido seminal, quantidade que pode elevar-se até cinco centímetros cúbicos. O sémen é de aspecto leitoso e a cor situa-se entre o branco e o amarelado. De consistência viscosa, o sémen coagula rapidamente, tornando-se posteriormente líquido. O seu cheiro é similar às albuminas básicas, como por exemplo a clara do ovo. O sémen, ou esperma, contém noventa por cento de água. Trata-se da acumulação de células germinais formadas pela secreção das glândulas sexuais. Geralmente, numa ejaculação normal, há cerca de duzentos ou trezentos milhões de espermatozóides, formando um exército fecundante francamente considerável.
Quando se repete o acto sexual num curto prazo de tempo, a segunda ejaculação engloba metade dos espermatozóides que a primeira e se o coito se realizar pela terceira vez os espermatozóides serão muito menos e assim sucessivamente.
O ESPERMATOZÓIDE.
Observado ao microscópio, o espermatozóide assemelha-se a um corpo unicelular dotado de uma cauda movível, de uma longitude aproximada de 0,6 milímetros. É composto por uma cabeça, uma parte média e uma cauda. Examinado de frente é ovalado, visto de perfil parece uma grainha de uva. Na parte interior da cabeça do espermatozóide aloja-se uma substancia nuclear, onde radicam os genes hereditários. A parte média do espermatozóide inicia-se com um pequeno corpo, que lhe permite a locomoção e a deslocação por si mesmo. Um espermatozóide é capaz de percorrer, pelos seus próprios meios, uns quatro milímetros por minuto, sempre e quando, como é natural, as condições químicas e físicas do líquido que o rodeiam sejam normais.
O espermatozóide orienta sempre o seu movimento contracorrente e dirige-se, por sua conta, até às trompas dos órgãos sexuais da mulher, atraído pela presença do óvulo feminino maduro.
COMO SE FORMA O ESPERMATOZÓIDE.
A formação dos espermatozóides produz-se regularmente no homem, sexualmente maduro, nos canais seminíferos dos testículos. O espermatozóide aparece rodeado de um líquido parecido ao sangue. A forma que adopta o espermatozóide, a princípio, tende a ser alargada, mas, ao misturar-se com as secreções das glândulas sexuais secundárias e com o líquido seminal, adquire uma vitalidade extraordinária.
TEMPO DE VIDA.
Se a temperatura incrementa a capacidade de mobilidade do espermatozóide, contribui por outro lado para encurtar a sua vida. O espermatozóide conserva o seu poder de mobilidade durante umas vinte e três horas.
Todavia, é preciso dizer que o índice de mobilidade do espermatozóide não tem relação directa com o grau de fecundidade dele resultante, já que as secreções orgânicas e ácidas atacam-no e matam-no num prazo consideravelmente breve. O espermatozóide não consegue viver mais de três quartos de hora na mucosa ácida da vagina feminina. Pode, ao contrário, viver mais de quarenta e oito horas alojado na mucosa alcalina do colo do útero.
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO.
O espermatozóide desenvolve-se, aproximadamente, num prazo de vinte dias. Quando o homem é jovem, mas já atingiu a maturidade, produz espermatozóides abundantes, mas assim que avança na idade e chega aos cinquenta, sessenta anos a sua produção reduz-se de forma considerável. Não obstante, o homem pode chegar aos noventa anos e produzir espermatozóides de modo a fecundar uma mulher.
O homem utiliza, em geral muito mais células seminais no decorrer da sua maturidade sexual que a mulher, no mesmo prazo de tempo. Apesar da configuração distinta, e dado que os órgãos genitais masculinos e femininos se baseiam em fundamentos originários semelhantes, o seu desenvolvimento é substancialmente o mesmo.
O ORGASMO MASCULINO.
Acontece quando o homem ejacula o esperma. Já se disse que o homem alcança o orgasmo com mais rapidez e facilidade que a mulher, o que é lógico se se tem em conta que a sua excitação sexual é consideravelmente mais célebre que a da sua companheira.
O homem consegue o orgasmo quase sempre no primeiro coito. Raros são os casos em que os homens na sua plenitude sexual não chegam a culminar o acto sexual com o orgasmo. Esta diferença, existente entre o orgasmo masculino e feminino, advém das características sexuais de cada sexo e dos factores que influenciam a sua concretização em diversas épocas.
Por exemplo, um homem cheio de trabalho, geralmente cansa-se com frequência dos contactos sexuais. Também uma excessiva acumulação de preocupações diminuiu a apetência sexual e, inclusivamente, pode determinar uma impotência sexual esporádica.
Há que constatar, deste modo, que no homem não é apenas uma circunstância que inibe a sua excitação sexual e dificulta o orgasmo. O facto de manter relações sexuais com mais de uma mulher pode também ser uma condicionante. Contudo, atinge o orgasmo com mais facilidade – mesmo quando se liga a mulheres diferentes.
Este tipo de comportamento na mulher, pelo contrário, pode ser um factor inibitório para o orgasmo, pois não realizar o acto sexual com o companheiro habitual pode causar algum desconforto.
A ESTERILIDADE MASCULINA E A FECUNDAÇÃO.
Quando um casal não tem filhos, atribui normalmente esse factor à infecundidade da mulher. No entanto, na realidade nem sempre assim sucede, já que também o homem pode ser o causador da esterilidade: devido ao seu orgasmo precipitado ou à total ausência de espermatozóides no sémen masculino.
As inflamações nos testículos originam muitas vezes gonorreia que, mal curada, redunda no desenvolvimento de um processo tuberculoso. Doenças como esta determinam quase sempre uma obstrução dos canais seminais. Esta circunstância, que não impede ao homem a erecção e realização do acto sexual em si, pode ser a causa determinante da impossibilidade de fecundação. Quando a esterilidade masculina provém da ausência de espermatozóides no sémen é algo definitivo. Todavia, nos restantes casos, pode curar-se mediante tratamento adequado, após o estudo da composição do líquido seminal, denominado espermograma.
A FECUNDAÇÃO.
A realização do coito propicia a penetração do espermatozóide no óvulo feminino maduro, fundindo-se com o seu núcleo. Verificada esta fusão dos genes do pai e da mãe, inicia-se o ciclo evolutivo da gravidez até ao parto, que resulta na vida de um novo ser.
Os espermatozóides introduzem-se em grande quantidade na vagina e no útero, mas apenas um consegue penetrar o núcleo do óvulo maduro; quando isso acontece, este experimenta uma intensa agitação no seu citoplasma.
A célula atrofia-se sobre si própria e segrega uma substância líquida, que forma uma espécie de capa de protecção e que impede a entrada de qualquer outro espermatozóide. Seguidamente, o óvulo divide-se em duas partes: uma delas forma o núcleo feminino.
Uma vez introduzido o espermatozóide no óvulo maduro, solta-se-lhe a cauda e a parte média converte-se num corpúsculo central, que recebe o nome de centríolo, de tal maneira que a fibra em espiral, com que se uniu, fracciona-se em pequenos grânulos denominados mitocôndrias.
Quando adquire um tamanho maior, a cabeça converte-se no núcleo anterior masculino e, ao mesmo tempo, no núcleo anterior feminino, que se transforma em cromossoma. Os dois apresentam-se em forma de disco e subdividem-se nas partes que, sucessivamente, se foram convertendo no óvulo, distribuindo-se agora por porções iguais nas novas células.
Este processo origina a formação do embrião, ou seja, a fusão dos núcleos médios num núcleo completo, transmitindo-se assim, em partes iguais, as características hereditárias do pai e da mãe. Contudo, a mãe tem uma intervenção mais constante e decisiva na criação do embrião, pois é o óvulo (a célula feminina) que proporciona o citoplasma.
O encontro do óvulo e do espermatozóide produz-se no terço interior da trompa. Assim que se verifica a ejaculação do sémen, este penetra na parte posterior da vagina e propicia a subida dos espermatozóides pela mucosa de que está guarnecida a cavidade vaginal.
Na marcha ascendente até aos ovários, a maior parte dos espermatozóides morre. Unicamente os mais resistentes prosseguem a sua marcha lenta, até morrer (caso não tropecem em nenhum óvulo maduro no seu caminho),sendo posteriormente devorados pelos leucócitos.
A partir de agora, trataremos de falar sobre o período propício para a fecundação, cabendo salientar que a vida do óvulo maduro saído do ovário se reduz a apenas algumas horas. Tal circunstância determina que o período de fecundação possível seja muito breve, dentro do prazo do ciclo menstrual, e nunca mais exista depois de verificada a ovulação.
Talvez por isso, é muito raro que uma só união sexual cause uma gravidez, embora às vezes tal aconteça. No entanto, o normal é que uma mulher só fique grávida depois de ter realizado o coito inúmeras vezes.
 A DESFLORAÇÃO FEMININA.
Quando rompem o hímen a uma mulher pela primeira vez, como consequência da penetração efectuada por um pénis, este acto significa que ela foi desflorada ou que já não é virgem (o termo vulgarmente utilizado). Convém advertir que a desfloração pode ser provocada artificialmente, sem que a mulher tenha tido contacto sexual com algum homem e que, inclusive, possa não saber que o seu hímen se rompeu. Essa rotura possa ser provocada por uma causa física, como, por exemplo, um esforço físico excessivo.
Normalmente, a desfloração produz-se no decorrer do primeiro coito efectuado de modo natural, podendo acontecer que na ocasião só o homem tenha o orgasmo.
O hímen é uma membrana em forma de anel, de grande elasticidade. Ao ser introduzido o membro viril, o hímen dilata-se, dada a sua flexibilidade, produzindo dor. Todavia, nem sempre sofre uma rotura, como sucede no caso dos chamados hímen complacentes.
Se o hímen é duro e carece da elasticidade normal, não resiste à penetração do pénis e rompe-se em vários pontos ao mesmo tempo. Essa rotura produz na mulher uma sensação de dor aguda e pode ser acompanhada de derreamento de sangue. Em todo o caso, dura pouco tempo.
O homem deve actuar com muito cuidado no decurso do primeiro coito, a fim de não causar uma dor desnecessária ou intensa e, mais importante, não deixar uma má impressão psíquica na mulher virgem.
CONQUISTA FÁCIL, CONQUISTA DIFÍCIL.
As relações entre um homem e uma mulher, especialmente antes do matrimónio, sempre foram objecto de numerosos estudos e conclusões por parte de especialistas como psicólogos e ginecologistas. Não obstante, para que uma relação triunfe não só nas relações pré-matrimoniais como nas conjugais, é necessário que exista entre ambos uma absoluta sinceridade, que nada se oculte. Não falamos somente de características simples como caracter, hábitos pessoais ou costumes, mas também das atitudes e preferências sexuais.
É preciso não ter medo de confessar ao companheiro ou companheira os desejos sexuais e os mais profundos em matéria sexual, pois desse modo, inteirado dos seus desejos mais íntimos, uma perfeita harmonia reinará entre ambos.
Em muitas ocasiões particularmente na época actual, quando os tabus caíram em desuso, assiste-se a uma clara diferença de gostos em matéria sexual. A meta a atingir é uma relação amorosa-sentimental voluptuosa.
Uma relação de caracter sentimental ou sexual não é um contrato mas deve conter uma espécie de cláusula, que estipule os desejos e gostos de cada um traz para a convivência em comum. A sinceridade, com efeito, é a chave para a felicidade e o prazer sexual.
O ÓVULO MADURO.
Se observado através do microscópio, o óvulo maduro apresenta contornos de uma célula redonda, com um diâmetro aproximado de 0,2 milímetros. A vesícula germinativa, que alberga o cerne do corpúsculo nuclear, encontra-se um pouco separada do óvulo. É no citoplasma, no interior do óvulo, que se aloja a vida.
No citoplasma podem observar-se uns grânulos apelidados de deutoplasma, que ali ficam retidos e armazenados, possibilitando o crescimento do embrião.
O óvulo aparece rodeado pela sua parte externa: uma membrana densa de aspecto brilhante, que recebe o nome de colema, ao redor da qual se forma uma espécie de coroa de células epiteliais.
A OVULAÇÃO.
A pequena célula atrás descrita é a transmissora da vida. É necessário que o óvulo esteja maduro e em perfeitas condições de ser fecundado para que se desenrole tudo o processo. Na mulher, verifica-se, a cada quatro semanas, uma situação regular de ovulação, que possibilita a saída de um (o normal) ou mais óvulos em cada processo ovulatório.
No prazo de um ano calcula-se que, em termos médios, são expelidos dos ovários cerca de doze ou treze óvulos, em condições de serem fecundados e susceptíveis de conceberem uma nova vida humana.
Os óvulos saem dos ovários da mulher a partir da primeira menstruação, ou seja, quando a mulher atinge a sua maturidade sexual, aproximadamente, e em termos gerais, entre os doze e os quinze anos de idade.
Quando surge a menopausa, que normalmente ocorre entre os quarenta e cinquenta anos (sendo impossível de precisar a idade exacta, visto que em algumas mulheres se apresenta mais cedo do que em outras), o ovário deixa de libertar óvulos maduros.
Não é costume a mulher ressentir-se de doenças durante o processo ovulatório. Não obstante, há casos em que lhe causa uma certa dor. A ovulação produz frequentemente um aumento da secreção das glândulas que aparecem no colo uterino. Em alguns casos, manifesta-se uma descida da temperatura durante as manhãs. Em certas ocasiões, a ovulação produz uma leve perda de sangue.
OVULAÇÃO ANORMAL.
O normal é que o óvulo maduro libertado do ovário seja acolhido pelos cílios do epitélio tubário, que servem para segregar um líquido capaz de atrair o óvulo para o seu centro. Quando o óvulo consegue efectuar o caminho e sair do ovário, podem surgir sérios transtornos no caso de ser fecundado, pois irá aninhar-se no ovário, na parede da cavidade abdominal ou na trompa ocasionado uma gravidez extra-uterina, que pode colocar em perigo a vida da mãe.
DURAÇÃO DE TEMPO DE EMIGRAÇÃO DO ÓVULO.
O óvulo demora geralmente entre seis a oito dias para levar a cabo o seu caminho migratório. A operação de fecundação realiza-se na primeira fase da migração, considerando-se provável que a fecundação aconteça até passadas doze horas dos óvulos terem sido expelidos dos ovários.
PROCESSO POSTERIOR À OVULAÇÃO.
Depois de ter liberto o óvulo, o ovário contrai a sua parede. Circunstância que produz, em certas ocasiões, um derrame sanguíneo na cavidade folicular. Quando a membrana epitelial se retraí, engrossa a parede folicular e enruga-se de forma regular na superfície.
As células produzem uma substância de cor amarela, conhecida pelo nome de luteína, que surge quando se forma o corpo lúteo (denominado também de corpo amarelo), de cor alaranjada e brilhante e com um diâmetro de 1,5 a 2 centímetros.
O corpo lúteo mantém-se em actividade durante dez a doze dias. Durante este prazo, segrega a hormona folicular e a hormona sexual feminina, ou seja, a progesterona que passa para o sangue e impede a maturação de outros óvulos. A progesterona desempenha, por outro lado, a função de dar consistência à parede muscular do útero e de a adaptar à sua mucosa, a fim de que se possa aninhar nela o óvulo fecundado.

Quando o óvulo não é fecundado, sofre imediatamente um processo de atrofia do corpo lúteo, perdendo a sua tonalidade amarela e reduzindo as suas zonas rugosas. Também os vasos sanguíneos são afectados por um processo de estreitamento muito rápido. É precisamente este processo de atrofiamentos que dá originem à hemorragia menstrual, mediante a qual são expulsos do interior os corpúsculos da mucosa do útero ou do seu colo, que tinham sido preparados para receber o óvulo fecundado. Se o óvulo for fecundado, o corpo lúteo prossegue o seu processo de desenvolvimento e propicia a gravidez. Terminando este prazo, a missão do corpo lúteo termina e a placenta encarrega-se de o substituir e produzir as hormonas segregadas por aquele, até esse momento.

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